Comemoração do 1º Pós Doutorado do Prof. Mauricio Waldman

O encontro de amigos foi uma verdadeira aula de antropologia e sustentabilidade. A expressividade e simpatia do prof. Waldman atrai e cativa muitas pessoas (das mais diversas crenças!).

Durante o bate papo o prof. revelou que dará início a mais um pós doutorado!

Quem comemorou o acontecimento teve direito até a lembrança sustentável (cartucho vazio de impressora) autografado pelo próprio Professor Pós-Doutor.

No site pessoal do prof. Maurício Waldman www.mw.pro.br. é possível ler os textos de sua autoria e de diversas áreas: antropologia, história, teologia, ecologia, geografia.

Prof. Pós Doutor Maurício Waldman acompanhado de Bia, sua companheira, e alunos-amigos

Integrantes do coletivo Quintal Orgânico
Fabi Menassi e Ana Luiza 

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a mesma - Rubem Alves

Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. 
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. 
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. 
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. 
Mas, de repente, vem o fogo. 
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. 
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder emprego ou ficar pobre. 
Pode ser fogo de dentro: pânico, MEDO, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. 
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. 
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. 
Não vão dar alegria para ninguém. 


Rubem Alves 

Visita a Exposição Escher - CCBB de SP

Sábado aproveitei a folga para visitar a exposição do artista holandês Escher - O Mundo Mágico de Escher. E neste passeio tive a alegria de desfrutar da companhia de um amigo de longa data, o Ernani.



Reprodução interativa em 3D de uma obra do artista

As obras de Escher são bastante utilizadas em livros de Filosofia, pois suas características do Dadaísmo - brincam com o olhar e o pensamento/opinião humano construído pela realidade. Sua formação acadêmica, arquitetura, permite que trabalhe mais facilmente em suas obras com anamorfismo, matemática e física (óptica). Três palavras podem resumir as obras de Escher: eternidade, infinitude e espanto. Segundo o próprio artista em uma carta a um amigo, ele diz: "procuro apenas causar espanto nas pessoas". 






Na exposição logo se vê o impressionante domínio do artista para algumas técnicas de gravura: xilogravura, litogravura e linóleogravura - gravuristas sabem como ninguém que as técnicas demandam trabalho e dedicação - o que valoriza ainda mais as obras artísticas. Acredito que para trabalhar arte com as crianças as obras são excelentes pois despertam a curiosidade dos pequenos.



 Vista superior do térreo. Abaixo uma reprodução de Escher.

A exposição conta com um conjunto de projetos: design gráfico, artístico, logístico, arquitetônico, iluminação, cinema. Impressiona o trabalho da curadoria e sua estrutura.


Fabi Menassi

Fotos: Ernani Andreoli

A exposição estará aberta a visitação até dia 17 de julho no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo. E para quem deseja banquetear, confundir, brincar sua própria percepção sobre as coisas reais, a exposição das obras do Escher é uma ótima dica. Mas prepare-se, pois parece que a exposição está atraindo muitos visitantes.

Até a próxima amig@s!

Quintal Orgânico no Congresso de Pedagogia - Havana, Cuba, 2011

O QUINTAL ORGÂNICO (representado atualmente por Ana Luiza Frari, Carlos Rogerio Amorim e Fabiana Menassi) publicou o trabalho "Por qué actuar colectivamente con los residuos orgánicos en las grandes ciudades es un proceso político-pedagógico?" nas memórias do evento, Congresso de Pedagogia de Cuba. Para os interessados, está disponibilizado no link abaixo o referido relato e os demais também incluídos no Simpósio 5 (Educación Ambiental para el Desarrollo Sostenible). Após baixar o material, buscar nosso trabalho pelo índice no lado esquerdo pois são inúmeros os textos.


E em julho, o QUINTAL ORGÂNICO (www.quintalorganico.blogspot.com) estará na inspiradora e intrigante ilha (CUBA) e participará da VIII Convención Internacional sobre Medio Ambiente y Desarrollo, entre os dias 4 e 8...