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São Paulo, São Paulo, Brazil
Paulistana, licenciada em Artes Visuais, professora titular de Artes da rede pública de ensino do Estado de SP. De maneira autônoma e em parceria com coletivos de arte, cultura e cidadania pesquisa/desenvolve as linguagens artísticas: desenho, quadrinhos, produção de vídeo experimental e de música experimental. Desenvolve os projetos educacionais: "Arte Moderna e Contemporanea" e "Cultura AfroIndigena nas Escolas". Cria/participa de Fanzines de ilustração e de poemas ilustrados em parceria com escritores e educadores independentes. Participa desde 2012 de exposições de Desenho, de Quadrinhos e de Fanzines. Formou-se também na área de construção civil e teve experiência profissional como Técnica em Edificações, Tecnóloga em Construção de Edifícios e Desenhista Projetista/Arquitetura.

E AÍ? VAMOS FAZER QUE NEM OS AVESTRUZES?

Enviado por: "Laerte Braga" http://br.mc656.mail.yahoo.com/mc/compose?to=laerte.braga@uol.com.br
Ter, 16 de Dez de 2008 5:20 pm

E AÍ? VAMOS FAZER QUE NEM OS AVESTRUZES?
Laerte Braga

A entrevista do delegado Protógenes Queiroz a revista CAROS AMIGOS é o fato político de maior importância em todo esse processo político de degradação de boa parte dos chamados três poderes da República, da "democracia" em última análise, do mundo dito institucional.Está podre.
Para o JORNAL NACIONAL (GLOBO) mídia de um modo geral, importante são os recursos perdidos pelo País nas muambas trazidas do Paraguai por sacoleiros. Ou a compra de carteiras especiais de habilitação para motoristas (caminheiros) . Os crimes que banqueiros, latifundiários e grandes empresários cometem a cada momento e usaram para estruturar e se apossar do Estado, da coisa pública, principalmente depois do governo fernando henrique (o mais corrupto e venal da história política do Brasil em todos os tempos), esses são detalhes a serem escondidos.
É que todos eles, a grande mídia, são parte do processo. Nos filmes de western, quando o mocinho está cercado e não consegue acertar os "bandidos", ele costuma atirar um pedaço de pedra, ou um trem qualquer num canto diferente do seu para atrair a atenção do inimigo. O inimigo dispara e ele atinge-o em cheio.
É o que os donos fazem. A mídia atira num lado, banaliza a barbárie, transforma o cidadão, o ser em massa de consumidores e os bandidos no caso atiram e atingem seus alvos. Do outro lado. É o espetáculo.
É lógico que sacoleiros infringem a lei. Como é evidente que quem compra carteiras de habilitação comete crime.
Mas é Daniel Dantas? Pior. E gilmar mendes? E fernando henrique cardoso? E todo o processo de desinformação que fabrica a candidatura josé serra, monta e cria condições para transformá-lo em presidente da República?
Que esconde a corrupção do governo Sarney? Que fabricou Collor de Mello?
De onde vem isso.
Brizola em 1994 inquirido sobre o Plano Real disse simplesmente que "isso vem de longe e traz consigo o mais deslavado neoliberalismo" . Nem se trata de analisar o plano em si, não é o caso aqui. Mas os seus propósitos, os seus objetivos.
O que o delegado Protógenes deixa claro na entrevista que concedeu a CAROS AMIGOS é que todo um processo bem pesado, medido, calculado, frio e predador foi montado para cingir os interesses nacionais aos interesses dos grupos que controlam o Estado e a partir de grupos que controlam o mundo na chamada nova ordem econômica.
Percebe-se, pela leitura da entrevista, que Daniel Dantas é só o braço de grandes conglomerados estrangeiros, o maior deles o Citigroup. Que gilmar mendes nesse cipoal todo é um funcionário subalterno e prestimoso dessa gente, ávido de mostrar trabalho e, consequentemente, faturar mais, ser promovido e reconhecido por bons serviços prestados aos patrões.
Como aquele prisioneiro de um campo de concentração que se propôs a substituir o cachorro morto do chefe do campo e ao ser libertado não conseguia ser nada além de cachorro. O cachorro não estava na representação, no apanhar os jornais pela manhã, no lamber a mão do dono. Estava entranhado no espírito, na alma. Era a sua essência.
O que vai se fazer? Vamos enfiar a cabeça num buraco como fazem os avestruzes e deixar ficar como está?
Quando se crucifica um sem vergonha de quinta categoria como Marcos Valério se está apenas desviando a atenção que se deve colocar sobre os verdadeiros chefões desse crime legalizado e criando culpados sem culpa num círculo corrupto e podre de dominação e controle do Estado brasileiro, que termina nesse grandioso espetáculo criado pela mídia para escravização, em última instância, do ser. Do cidadão comum.
Seja ele um Pastinha bocó metido a gente e levando um pacote de pães natalinos para casa, além da "bola" usual enquanto encaçapa outras bolas na aparência de figura respeitável, seja lá quem for.
A exploração do homem pelo homem na forma sofisticada dos controladores das tecnologias de tudo e sobre todos. Desde as da corrupção absoluta, da insensatez plena e total, até a da borduna para assuntos que escapem ao controle aqui ou ali.
Matar um menino de oito anos à porta de sua casa é detalhe, mero erro de cálculo nessa história toda. Absolver um policial que cerca um carro onde estão a mãe e dois filhos, matar uma das crianças vira "estrito cumprimento do dever".
O importante é escolher a GAROTA FANTÁSTICA, acionar a cadeira elétrica para definir quem vai ou não, quem merece ir para o BBB-9, os heróis de um Brasil onde essa gente deita, rola, faz o que quer e bem entende, encaçapa e depois guarda em pasta seres usados e submetidos a toda a sorte de abusos em nome do que chamam "progresso", "garantia de empregos" e vai por aí afora.
O problema não é só o crime organizado do PCC e outros comandos. É o crime legalizado dos banqueiros, latifundiários e grandes empresários. Transcende às fronteiras do País (objeto de galharda e patriótica preocupação do general Heleno FIESP/DASLU) e se estende a toda a teia criada por FHC nas privatizações inclusive do Estado e do País.
Toda a rede de corrupção que, como relata o delegado, chegou a trazer ao Brasil uma "plataforma da CIA".
Que, certamente, permanece intocada e vigilante como os grandes olhos do grande irmão.
Essa ordem econômica vigente no País é estrutura em toda essa podridão. Em todo esse mundo de comprados e vendidos.
Só que segundo a GLOBO os culpados são os sacoleiros que trazem muambas do Paraguai e causam "imensos" prejuízos ao erário público.
Daniel Dantas, Citigroup, CIA, Ermírio de Moraes, Eike Batista, toda essa corja está acima da lei. Têm o poder de vida e morte e empregam em suas empresas deputados, senadores, ministros, gilmar mendes e esse e aquele.
A fiança de um dos que traziam dinheiro de operações ilegais para, lavagem de dinheiro e que vinha do Paraguai, ao tempo dos Colorados, foi paga, num valor alto, num cheque assinado pelo atual ministro reinold stephanes. Está lá com todas as letras contado pelo delegado Protógenes.
E aí? Vamos enfiar a cabeça num buraco como fazem os avestruzes?
Olhar para o outro lado? Assentar à mesa e almoçar com o ministro? Com Daniel Dantas? Com Pastinha? Com gilmar mendes?
Está explicado o patriotismo dos que querem invadir o Paraguai para garantir "direitos" de bandidos brasileiros subordinados a bandidos norte-americanos e europeus, no controle dos "negócios". Tem Monsanto no meio, toda a sujeira dos transgênicos, da lavagem de dinheiro. A eleição de Lugo significou a perda de uma base.
E ainda prendem uns coitados que desejavam recriar a Cosa Nostra na Sicília. Deixa eles. Não causam um por cento do mal que qualquer um desses bandidos denunciados por Protógenes causam a um povo inteiro a um País todo.
O dilema é se somos avestruzes ou se somos gente?
Vai ser por aí que vamos sobreviver ou vamos viver. Há diferenças fundamentais entre sobreviver e viver.
O tronco hoje vem em forma de show, de espetáculo, de transformação do ser humano em objeto de consumo fácil e barato.
Que o delegado Protógenes esteja arrancando um hábeas corpus para sua própria vida e a de sua família depois de execrado por conta dessa gente é mais que compreensível. Ele foi execrado exatamente por ter mexido com essa gente.
E essa gente vai onde for preciso na sua falta de escrúpulos a moda de Jarbas Passarinho quando do AI-5.
Resta saber o que vamos fazer. Não acho confortável fazer como avestruzes. Para dizer o mínimo.
Haveria uma crise na indústria de calçados do País, super produção se optássemos, por exemplo, pacificamente, por tampar sapatos em cada um desses criminosos travestidos de banqueiros, empresários, latifundiários, deputados, senadores, ministros, etc, etc, sem nos esquecermos de dois dos bandidos mais asquerosos dentre todos - fernando henrique e josé serra.
E isso tem que ser só o começo.

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