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São Paulo, São Paulo, Brazil
Paulistana, licenciada em Artes Visuais, professora titular de Artes da rede pública de ensino do Estado de SP. De maneira autônoma e em parceria com coletivos de arte, cultura e cidadania pesquisa/desenvolve as linguagens artísticas: desenho, quadrinhos, produção de vídeo experimental e de música experimental. Desenvolve os projetos educacionais: "Arte Moderna e Contemporanea" e "Cultura AfroIndigena nas Escolas". Cria/participa de Fanzines de ilustração e de poemas ilustrados em parceria com escritores e educadores independentes. Participa desde 2012 de exposições de Desenho, de Quadrinhos e de Fanzines. Formou-se também na área de construção civil e teve experiência profissional como Técnica em Edificações, Tecnóloga em Construção de Edifícios e Desenhista Projetista/Arquitetura.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a mesma - Rubem Alves

Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. 
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. 
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. 
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. 
Mas, de repente, vem o fogo. 
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. 
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder emprego ou ficar pobre. 
Pode ser fogo de dentro: pânico, MEDO, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. 
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. 
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. 
Não vão dar alegria para ninguém. 


Rubem Alves 

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